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terça-feira, 15 de agosto de 2017

Charlottesville: Motorista atropela manifestantes antirracistas

Um homem atropelou vários manifestantes antirracismo em Charlottesville, no Estado americano da Virgínia. 
O incidente aconteceu em meio ao confronto entre supremacistas brancos e grupos antirracismo por causa de uma marcha convocada pela extrema-direita. 
Milhares de pessoas haviam se reunido na cidade para protestar contra a remoção da estátua de um general pró-escravidão que lutou na Guerra Civil Americana. 
Nas imagens, é possível ver que, após atropelar a multidão, o motorista dá ré e volta a avançar em direção aos manifestantes. Autoridades confirmaram 19 feridos e um morto. 
O prefeito de Charlottesville, Mike Signer, afirmou estar "de coração partido" por causa do ocorrido.
(Conteúdo BBC - 12 agosto 2017) 
* Homem atropela manifestantes antirracismo em cidade dos EUA


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Idosa confrontou neonazistas em Charlottesville

Em meio a manifestações de grupos neonazistas e defensores da supremacia branca em Charlottesville, nos EUA, a cientista aposentada Donna Carty, de 66 anos, disse sentir "desespero". 
"Quanto mais cedo essas pessoas saírem daqui, melhor. Elas são, até onde eu sei, cúmplices de um assassinato", disse a americana à BBC Brasil após a morte da ativista Heather Heyer, única vítima fatal da violência que tomou conta dos protestos. 
A reportagem encontrou Clerty na linha de frente de um paredão formado por moradores de Charlottesville durante a tentativa de discurso de Jason Kessler, um dos líderes dos protestos supremacistas do último fim de semana.
"Diga o nome dela, diga o nome dela!", gritava a aposentada, seguida em coro pela multidão, que abafava, de proposito, a primeira fala de Kessler a jornalistas desde os protestos, que resultaram em pelo menos 19 feridos e três mortes.
O nome que Carty queria ouvir no último domingo era o de Heyer, a advogada de 32 anos que morreu atropelada por um dos nacionalistas presentes nas manifestações.
A fala do líder das manifestações acabou interrompida pelos moradores da cidade, e ele foi escoltado pela polícia.
Carty então foi novamente para a linha de frente, dessa vez se dirigindo aos policiais e pedindo explicações sobre sua atuação na proteção dos moradores da pequena Charlottesville durante as manifestações, violentas desde o início.
Minutos depois, sentada num banco do centro histórico da cidade, contou à BBC Brasil que já viu episódios similares há décadas, quando a Ku Klux Klan desfilava pelas ruas pregando a inferioridade de negros e defendendo a escravidão.
Seu discurso mostra como moradores da cidade querem fugir do estigma deixado pelas palavras de ordem contra homossexuais, judeus, imigrantes e negros - e que estamparam jornais no mundo inteiro.
'Tentei avisar'
Charlottesville é uma das únicas cidades do Estado da Virgínia onde Donald Trump perdeu nas últimas eleições e é conhecida por tendências mais liberais e progressistas.
"Eu tentei avisar o governo, mas não fui ouvida", disse Carty a reportagem. "Agora esta geração pode dizer que teve sua primeira morte em decorrência desse tipo de extremismo."
"Nós fomos para a prefeitura e mostramos o que os nazistas estavam dizendo no site deles, os planos de violência. E eles nos ignoraram! Eles deixaram acontecer."
Carty, que foi às ruas protestar contra a manifestação "Unir a direita", ressaltou que a maior parte dos manifestantes veio de outras cidades.
"Eles são de fora de Charlottesville e querem ficar conhecidos. Alguns dizem que é bom para eles sair e protestar em público, mas acho que se você permite que algo assim amadureça, se você não confronta, se você deixa seu próximo ser vítima de abuso, parte da culpa por esse abuso é sua."
Nesta segunda-feira, 48 horas após o início das manifestações, o presidente Donald Trump afirmou que neonazistas, defensores da supremacia branca e membros do grupo Ku Klux Klan eram "repugnantes" e que os responsáveis pela "violência racista" seriam punidos.
Trump vinha sendo criticado por senadores republicanos e democratas porque, em sua primeira declaração sobre os conflitos, falou em "violência de ambos os lados" e não se referiu especificamente aos grupos de extrema-direita.
Carty fez um desabafo: "Me desespera ver o que está acontecendo com meu país. Odeio, odeio o que está acontecendo".
(Conteúdo BBC)
* 'Me desespera ver o que está acontecendo com meu país': o desabafo de idosa que confrontou neonazistas em Charlottesville
Imagens e reportagem: Ricardo Senra




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Charlosttesville: Trechos de filme de 1947 viralizaram após confrontos

Trechos de um filme antifascista de 1947 viralizaram nas redes sociais após o violento protesto de extrema-direita em Charlosttesville, no Estado da Virgínia, nos Estados Unidos, que deixou um morto e 19 feridos no final de semana.
O filme Don't be a sucker (“Não seja um otário”), de 17 minutos, foi lançado como propaganda antinazista pelo Departamento de Guerra americano pouco depois da Segunda Guerra Mundial.
Compartilhado por milhares de pessoas, ele mostra um indivíduo de extrema-direita proferindo um discurso nacionalista que reivindica a saída, dos Estados Unidos, de grupos minoritários. Em seguida, duas pessoas que estão ouvindo o discurso o comentam - e um deles, de origem húngara, diz que "somos todos americanos" e que viu o que "esse tipo de discurso pode fazer, eu estive em Berlim", em alusão à propaganda supremacista dos nazistas.
Entre os primeiros a divulgar a produção nas redes esteve o pesquisador Michael Oman-Reagan, da Universidade Memorial da Terra Nova, no Canadá.
“Um vídeo antifascista de 1947 feito pelo Exército dos Estados Unidos que ensina cidadãos a não seguir pessoas como Trump se torna relevante novamente”, escreveu em sua conta no Twitter.
Após ser criticado por não ter condenado as ideias supremacistas defendidas nas manifestações de Charlottesville, Trump veio à público na segunda-feira chamando Ku Klux Klan, neonazistas e supremacistas brancos de "repugnantes a tudo o que os americanos prezam".
“O racismo é diabólico, e aqueles que provocam violência em seu nome são criminosos”, afirmou a repórteres na Casa Branca, em Washington.
Diante da demora de Trump em condenar as manifestações do fim de semana, pelo menos três executivos das corporações Trump renunciaram nos últimos dias.
(Conteúdo BBC)
A propaganda antifascista dos EUA dos anos 1940 que viralizou após confrontos em Charlottesville



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As estátuas que dividem os Estados Unidos e provocam confrontos

Os acontecimentos do último fim de semana em Charlottesville, na Virgínia (EUA), reacenderam uma antiga polêmica que vem dividindo os americanos há décadas: as estátuas em homenagem a símbolos dos Estados Confederados.
Para uns, elas homenageiam a Guerra Civil Americana e não devem ser retiradas.
Para outros, elas são símbolos racistas que celebram a escravidão.
A guerra em questão opôs os Estados do Norte aos do Sul entre 1861 a 1865.
Em defesa da manutenção da escravidão, os Estados do Sul declararam sua secessão e formaram os Estados Confederados da América.
Com o fim da guerra civil, durante a qual morreram 600 mil pessoas, ocorreu um longo processo de restauração, com a abolição da escravidão, o retorno da unidade nacional e a garantia de direitos civis aos escravos recém-libertos.
Pelo menos 709 estátuas em homenagem a líderes da Confederação ainda permanecem de pé nos EUA.
Confrontos
A marcha 'Unir a Direita', marcada para ser realizada em Charlottesville no último sábado, por exemplo, havia sido convocada por supremacistas brancos em protesto aos planos de remoção da estátua do general confederado Robert E. Lee, que era pró-escravidão.
O ato terminou em violência - supremacistas brancos e grupos antirracismo entraram em confronto.
Uma pessoa morreu após um jovem supremacista atropelar uma multidão.
Desde o episódio, cidades nos Estados de Maryland e Kentucky removeram estátuas de confederados.
Em Nashville, manifestantes pediram a remoção do busto de Nathan Bedford Forrest, general confederado e líder da Ku Klux Klan (grupo que prega a supremacia branca).
Outros manifestantes derrubaram uma estátua confederada em Durham, na Carolina do Norte.
Desde abril do ano passado, nove foram removidas.
Operários que ficaram responsáveis pela retirada de uma delas, em Nova Orleans, tiveram de recorrer à proteção da polícia para o caso de serem atacados.
Em 2015, houve um movimento ao redor dos Estados Unidos para impedir bandeiras confederadas.



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sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Ataques racistas à jornalista Maria Júlia Coutinho: MPSP apreende material de 12 suspeitos de grupos organizados

* 'Grupos criminosos organizados atacaram Maju', diz promotor
Leia reportagem completa da BBC Brasil, acessando o link (*) acima.

"O Ministério Público de São Paulo apreendeu, na manhã desta quinta-feira, computadores e smartphones nas casas e locais de trabalho de 12 suspeitos de participar de ataques racistas à jornalista Maria Júlia Coutinho, da TV Globo, em julho deste ano."
"A novidade é a confirmação de que há grupos organizados. Não se trata de uma ação espontânea, que ganha volume em cadeia. São organizações criminosas com distribuição nacional, literalmente do Rio Grande do Sul ao Amazonas."

(Foto: Reinaldo Marques)

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Apple se desculpa após expulsar alunos negros de loja/Austrália



A Apple pediu desculpas a seis estudantes negros que foram obrigados a deixar uma de suas lojas na Austrália porque funcionários achavam que eles "poderiam roubar" algo. 
Os estudantes acusaram a empresa de racismo. 
Imagens do episódio, que ocorreu em um shopping em Melbourne, foi filmado. O vídeo apareceu nas redes sociais nesta terça-feira e provocou revolta. 
No vídeo, é possível ouvir um funcionário dizendo que os seguranças estão preocupados com a possibilidade de os garotos roubarem algo. 
A Apple diz que o gerente da loja se desculpou com os estudantes e com o diretor da escola deles. "Puro racismo - eles tiveram que se desculpar", disse o estudante que filmou a cena, Francis Ose. 
Mohamed Semra, outro menino envolvido, disse depois no Facebook que a resposta da Apple foi satisfatória. "Eles pediram desculpa, então estamos tranquilos, não há necessidade de levar isso adiante", ele escreveu. 
O vídeo do incidente foi visto mais de 62 mil vezes no Facebook e gerou debate em redes sociais. As imagens mostram um funcionário dizendo: "Esses caras acham que vocês podem roubar algo." 
Quando os meninos protestaram, questionando "por que roubaríamos algo", o funcionário diz: "Fim da discussão. Preciso pedir que vocês saiam da loja." 
Todos os estudantes no vídeo estão no décimo ano da escola (quando os alunos normalmente têm entre 15 e 17 anos) do Maribyrnong College , em Melbourne.

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Aplicativo vai monitorar mensagens de ódio e racismo nas redes sociais | Saiba como denunciar

Link (*) leitura Correio do Povo Portal R7:
* Aplicativo vai monitorar mensagens de ódio e racismo nas redes sociais
Um aplicativo na internet vai monitorar postagens nas redes sociais que reproduzam mensagens de ódio, racismo, intolerância e que promovam a violência. Criado pelo Laboratório de Estudos em Imagem e Cibercultura da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), o instrumento será lançado este mês e permitirá que usuários sejam identificados e denunciados.
(Leia mais em Correio do Povo)

Saiba onde denunciar crimes cibernéticos:

* Site da Safernet: o site recolhe denúncias anôminas relacionadas a crimes de pornografia infantil, racismo, apologia e incitação a crimes contra a vida. 

- * Canal do Cidadão do MPF: o Ministério Público Federal recebe denúncias de diferentes tipos. A pessoa pode optar por manter os seus dados sigilosos ou não. A Procuradoria-Geral da República recomenda aos cidadãos apresentarem o maior número de provas para que o processo possa ter mais agilidade. 

- * Disque 100: o canal recebe denúncias de abuso ou violência sexual. O serviço é coordenado pelo Ministério das Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos. O Disque 100 funciona 24 horas por dia. As ligações são gratuitas e podem ser feitas de qualquer local do Brasil. A denúncia é anônima e as demandas são encaminhadas para as autoridades competentes. 

O que devo fazer quando me deparar com um crime cibernético? 

1) Guarde todas as provas e indícios possíveis 

2) Tire fotos das denúncias, "print screen" e imprima o material 

3) Registre as denúncias com o maior número de detalhes 

4) Não compartilhe ou replique comentários ofensivos ou que incitem ao crime 


5) Crie uma rede de proteção às crianças vítimas. Não permita que elas fiquem expostas aos comentários ofensivos nas redes sociais.

Polícia investiga ataques racistas contra atriz Taís Araújo em rede social

* Taís Araújo: Galeria de Fotos Folha Uol



quarta-feira, 26 de novembro de 2014

"Não fique em silêncio": Campanha de enfrentamento ao Racismo no SUS | Filme Oficial 2014

O Ministério da Saúde em conjunto com a Secretaria de Direitos Humanos e a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial lança nesta terça-feira (25), em Brasília, campanha publicitária para incentivar denúncias de atos de discriminação no Sistema Único de Saúde (SUS).
 #SUSsemRacismo #SaúdeSemRacismo
* Utilize os serviços, que são seus direitos plenos, mas com razão e consciência, para que a campanha não se perca, como tantas outras, com assuntos desnecessários e irreais!!!
(Por Blogger Irreverentes)

quarta-feira, 11 de junho de 2014

quinta-feira, 13 de março de 2014

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Racismo vergonhoso de torcedores da Rússia

A Rússia será a sede da Copa do Mundo em 2018...
Será que 'alguém' acha que o comportamento dos torcedores russos poderá mudar? ...